PALHAÇARIA

Eu comecei a palhaçaria em 2008. Tava terminando o Mestrado em Teatro, pesquisando o Teatro de Animação - bonecos, objetos, sombras e máscaras. O palhaço é considerado a menor máscara, mas meu desejo de estudá-lo vem bem de antes... de um fascínio pelo circo como ambiente multilinguagem e pelo palhaço como essa figura que se relaciona pelo riso. Sei que não é só pelo riso que ele se relaciona (o palhaço), mas fazer rir é um dos modos mais potentes de estar, pra mim.... uma capacidade de fazer mover os diafragmas e soltar os músculos tencionados, por dentro... Considero que não se pára de aprender no palhaço. Eu fiz cursos com gente muito boa e generosa, como a peruana Fiorella Kolleman, o mexicano Aziz Gual, a Andréa Macera (SP), o Ésio Magalhaes (SP)... e ainda outros... Anotava algumas coisas no blog Bola-Cor-e-Flor.... Mas é fazendo que a gente aprende. E nesse caminho, eu e a Lia Motta, implementamos uma rotina de saídas de rua. Depois a gente trilhou caminho diferentes e montei Juju e Rorô (texto). Inventei umas intervenções como Procurando Elvis (Presley) e Mergulho Interpessoal. Apresentei em praça, na universidade, em escola, hospital, em creche, onde deu.

Hoje eu faço parte do grupo As 10 Graças de Palhaçaria. Reformulamos o número Ne Me Quitte Pas, da autoria do Cláudio Carneiro, dentro do espetáculo Cabaré das Desgraças.

Atuo também com a composição - como docente ou diretora/interlocutora poética. Não faz muito, eu tava com Alysson Lemos no módulo de criação de números (composição dramatúrgica) do curso de Formação da Academia do Riso... Lá eu conheci algumas palhaças do Cio. Das 5. Começamos uma colaboração, onde eu funcionava como diretora de um espetáculo, o Espetáculo Geminal. Agora tenho acompanhado a Mila Frota e a DiLi, num estudo que procura uma dança cômica, que quer estar entre a palhaçaria e a dança (Laboratório de Criação do Centro Cultural Bom Jardim - CCBJ).